Já passava da meia noite quando o telefone tocou. Eu sabia que era ela. Mas nunca imaginei que fosse ouvir uma voz embargada com um choro preso na garganta me dizendo. Lolla, acabou tudo! Era uma noite bonita. O tempo tava agradável. Parecia que todos brincavam enquanto eu sentada num banquinho do mac analisava a magia em torno de mim, como se tudo se encaixasse tão perfeitamente. Menos pra ela. Menos pra ele. Ela é tão bonita que brilha. E fiquei analisando que temos sido educadas a gostar menos, não nos envolvermos tanto, nos encaixando, acomodando a valores que não são nossos. A verdade é essa, nos ensinaram a comer das migalhas. E tudo lentamente vai perdendo a magia, a graça. E eu fui aprendendo a gostar menos. Amar racionalmente. A estipular datas, prazos, lista de pré requisitos. E agora, veja só. Dei pra fazer lista. Como se estivesse prestes a fazer compras listo tudo aquilo que quero. Enumero os itens. Organizo em uma tabela. E digo. Sim, é isso, acho que não falta nada! Com a lista nas mãos eu vejo que não adianta nada. Por mais que eu queira, peça ou simplesmente espere, o cara da lista nunca vai aparecer. Porque pra se estar junto. Pra serem feitas parcerias, acordos, pactos ou o raio que o valham, é preciso amar a pessoa aceitando quem ela é. Aceitar os seus defeitos, suas qualidades, as brincadeiras sem graça, a diversão que ela causa. Amar sem esperar o que ela será ou quem se tornará. Amar sem desejar a mudança constante. Mas acima de tudo, amar sabendo que só isso já basta. Está na hora. Por favor. Já está na hora. E tenho tanto medo que penso que talvez isso nunca acontecerá!
10 março, 2010
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2 comentários:
que honra ser a sua fonte de inspiração...eu deixo! vc é, por tantas vezes a minha ;)
beijos lek
Faz lista nao gatinha, deixa rolar
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