22 maio, 2012

6º Filme preferido



Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett musa Johansson) são duas americanas que viajam para Barcelona em férias por três meses. As duas amigas têm visões opostas sobre a vida e o amor. 
Em Barcelona, conhecem o sedutor Juan Antonio (Javier Bardem), ex-marido da temperamental pintora Maria Elena (Penelope Deusa Cruz), que as convida para um fim-de-semana em Oviedo. Este fim-de-semana mudará o rumo das férias. 

Voltas e Habilidades


Das habilidades que o mundo sabe,

essa ainda é a que faz melhor:
DAR VOLTAS.

_ José Saramago

Arte



O artista russo Leonid Tishkov. Seu projeto Private Moon criou a história de um homem que encontrou a lua e a levou consigo durante toda a vida, para aonde quer que fosse.



Tudo errado


Quando eu resolvi que era chegada a hora de acabar com a brincadeira me pediram calma. pediram pra que eu esperasse, tivesse paciência, não fizesse isso. Disseram que eu me arrependeria. Contaram historias com finais felizes, me cercaram de exemplos. Sorriram pra mim. Tentaram me acalmar. Me culparam. Disseram que eu que era isso... Que era assado... Eu que sempre fazia isso... Eu que nunca abria o peito pra ninguém entrar... E me fizeram duvidar do que eu sentia, do que eu queria. Me deram a insegurança de presente embrulhada com camadas de duvidas e remorsos... Mas ainda assim. Mesmo com a maré contra, com os ventos frios e me sentindo muito sozinha na decisão eu optei por fazer aquilo que julgava "certo". E o certo era tão errado. Tinha jeito de hora marcada, de falas certas nos momentos mais incertos. A palavra amiga na hora da briga. A calma na agonia. Era o presente esperado. A dívida perdoada. Era tudo tão certo. E me doía e eu quase chorava. Imaginava cenários felizes. Fotografias estampando sorrisos em momentos divertidos. Desenhava coreografias em notas cantaroladas. Mas não era. Não dava. Faltava a loucura. Aquele jeito de quem vive muito e vive tudo ao máximo aproveitando cada segundo. De quem nunca boceja. De quem não fala banalidades contextualizadas. Era justamente o certo que fazia tudo ser tão errado. E o errado tomou forma de certo. Era justamente isso que me fascinava. Era o cheiro com mistura de tabaco, pele, álcool e rock. Era a estampa da santa na perna que ia em direção contraria a tudo o que foi desejado pra mim desde criança. Era o jeito de olhar, meio deprimido, meio feliz, meio tímido, meio sorrindo. Era meio assim... Feito por metades que se somavam e se completavam. Era a voz rouca. A maneira de olhar nos olhos. A liberdade de ir e vir, e deixar o espaço da saudade. Da vontade de não sair do lado. De ter o mistério do dia seguinte. De toda falta de segurança. O jeito que vai doer, e doe, mas passa. Mas era tudo tão torto. Era o lanche da tarde no café da manhã. Era a brisa criativa em noite ensolarada. E o errado parecia ser tão certo e tão feliz. Era o avesso que encantava. A pintura na loucura. A criação no caos. Era ser brother por opção. E abrir mão de tudo pelo momento, ainda que fugaz... E me disseram pra ir com calma, pra esperar, ter paciência... porque dessa vez eu poderia me machucar... Já que o errado era o certo pra mim!

Trilha do dia


Aperta o play....

         Agora é só curtir!

08 maio, 2012

Bota pra tocar


Uma terça bem feliz pra gente!

06 maio, 2012

Quando ele falou em saudade...


      Quando ele me perguntou se eu tinha saudade do passado eu voltei e lembrei de você. Era um mantra, um hábito, uma mania. Lembrei dos dias ensolarados, das tardes no sofá, lembrei de sunny de laranja, lembrei do ursinho segurando uma plaquinha engraçada me chamando de mamãe, lembrei do elevador e de um sonho realizado, lembrei de berço, de bicicletas, lembrei de jogar bolinha com uma croc’s . Lembrei de tudo e não senti saudade de você. Resolvi falar hoje porque foi a primeira vez que eu não senti meu coração apertar e não quis estar em outro lugar. Foi tão bom. Foi tão perfeito. Eu fiz silêncio. Esperei chegar. Esperei pelo barulho, pelo olho brilhante perdido em momentos mágicos. Já faz tempo, eu sei... Mas é que foi a primeira vez, e a primeira vez a gente não esquece. Lembrei da roupinha do ursinho sentado na cadeira e não senti vontade de abraçar, de sentir o cheirinho dele. Não quis correr pros seus braços... E me da um pouco de vergonha imaginar você lendo isso, pensando que o tempo passou pra você e congelou pra mim. Me da até uma dor na ponta do estômago imaginando a sua cara sorrindo com um pouco de pena, lembrando o tanto que eu era, e se perguntando se eu deixei de ser. Eu senti saudade de mim. Descobri isso depois de ter sentido tanta saudade de você. E me deu tanta saudade dos dias que eu era criança e chorava por besteira, e não tinha certeza de nada e que segurar na mão era tudo, e que eu vivia sorrindo, e que eu sentia frio na barriga sempre, e que queria sentar bem coladinha pra não ter espaço nenhum. Saudade de voltar olhando no olho, de desligar meu telefone porque não queria mais falar com ninguém... Saudade de não querer parar. De querer brincar. De olhar e ser entendida e atendida. Saudade de chorar de saudade. Eu era tão sim, e fiquei tão assim... Meio sem graça, perdi a bossa. Perdi a nota, a afinação, perdi o tempo, o passo e o compasso. Me perdi quando deixei de sentir. E sinto tanta saudade de mim que chega a doer. E me vejo pequena. Me sinto minúscula com vontade de crescer. Mas toda vez que eu cresço eu sinto mais saudade de quando era pequena. Quanto mais adulta eu me torno, mais a menina que andava sem tocar nas linhas do chão se afasta de mim. Como matar e querer que continue vivendo? Como voltar se o bilhete era só de ida? Sinto o aperto no peito. Entendo que esse tempo todo foi por mim... Era por mim que eu chorava e que sentia tanta falta. Sorrio e peço: ‘me ajuda a não sentir tanta saudade de mim’?!
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | ewa network review