10 setembro, 2011
Labirinto
09 setembro, 2011
fez o concreto virar flor
Ele trouxe a esperança de que há sim, pessoas melhores no mundo, de que existe gente que é gente, que sorri com os olhos, que não tem medo de amar. Ele mostrou que é só ter um pouco de fé e paciência que as coisas se encaixam, e que existe um bocado de gente que sabe fazer sorrir, que é engraçado, que sabe falar, “oba”... “eba”. (Me faz voltar a ser criança e tira de mim o melhor sorriso que eu tenho, que é quando eu sorrio com a alma). A covinha dele é no queixo, onde Deus colocou pra que ele fosse sexy, mesmo não sendo muito bonito. Ele é daqueles que te despertam um sentimento curioso, uma vontade de querer se aproximar, e se está perto, sustenta a vontade de continuar ali. O cabelo dele é puro cabelo. A expressão do seu sorriso é graciosa. Ele parece ter acabado de nascer, da pra sentir daqui o cheiro de amaciante que sai das suas roupas engomadinhas. Suas pernas grossas o fazem ter um andar divertido enquanto balança a enorme bunda que carrega. E eu só sinto vontade de falar: “sim querido, ame mais. Isso mesmo, continue dizendo que ama, e que ama mesmo, e que mal há amar tanto assim diante de uma sociedade tão sedenta de amor?”. Mas eu não falo nada, eu não posso falar nada. E quando eu vejo to sorrindo da minha maluquice. Mas não olhem pra mim, não liguem pra mim. Eu sou a menina sentada na calçada comendo um bis enquanto vê o menino gritar que ama sua namorada, e que quer casar com ela. Parece meio ridículo, meio maluco, mas ele me deu um sentindo na vida. Da pra acreditar? Pessoas como ele precisam apenas existir, ainda que na minha imaginação, pra me mostrar que milagres são reais. Que ‘o amor faz parte da equação geral do universo, e que ele existe’. Ele vive nos meus devaneios. Sua existência permitiu que esse texto fosse escrito. Seu jeito grande demais, me faz guardá-lo no peito, e desejar de todo o meu coração que ele simplesmente... Ame sua amada! No final, sempre acaba bem pra quem ama de verdade.
28 agosto, 2011
Imensidão imaginária
Me toca sem segredo. Entra na minha vida aceitando quem eu sou. Rindo das minhas idiotices. Gosta da minha família, isso conta muito pra mim. Me tira da rotina, e me ensina a gostar da suas coisas. Ouve musica boa. Detesta gatos comigo, ama os cachorros. Aceita criar um vira lata quando a gente casar. Queira ter uma dúzia de filhos, mesmo eu querendo ter só dois, acho charmoso homem que quer família grande. Que o nosso silêncio não incomode. Quando eu te pedir pra ir embora, não vá. Não me obedece sempre, às vezes eu gosto de ser contrariada. Quando eu quiser ir, e estiver de partida, com as malas feitas, me impede . Fica parado na minha frente e fala que eu não preciso abandonar tudo cada vez que o medo me derrubar Me ajuda a levar a vida menos a sério, e me mostra que é só a vida, como se isso fosse coisa pouca, mas é só ela. Eu não sirvo de exemplo. Sou cheia de defeitos, sou imperfeita. Mas farei tudo o que estiver ao meu alcance pra sermos felizes. Eu não posso prometer que só teremos dias ensolarados, mas posso dar a minha palavra que todo dia eu tentarei te fazer o homem mais feliz dessa terra, nem que sejam por apenas míseros minutos. Eu sou estranha. Cheguei a essa conclusão há pouco tempo, mas não me sinto culpada. Sei que o amor vem de onde a gente menos espera, na hora mais improvável, do jeito menos convencional. Ele é onipresente. Então, vem, e me surpreende.
17 agosto, 2011
14 junho, 2011
Amigas - eu tenho as melhores
Eu sempre escrevi sobre os efeitos que o amor ou a falta dele causavam em mim. Sempre furando, sempre sangrando, sempre doendo, sempre me fazendo rir, e quase nunca me fazendo chorar (não levo muita vocação pra isso). Mas tinha sempre alguém indo ou vindo, sempre curioso, excitado, motivado, impressionado. Homens que não servem pra nada. Não sabem até hoje, o que serão da vida e o que querem dela. Nunca estão prontos pra amar alguém com exclusividade. Sua falta de capacidade para ser feliz, sua angústia, faz com que eles queiram procurar outras mulheres. Já não vejo homens de verdade por aí, acho que eles estão em casa e teimo em ir pra rua pra ver se eles estão por lá. Fui tomar café com as amigas, e entre todos os assuntos vimos à quantidade de moças solteiras que tínhamos em nossa mesa. Uma falou com ar melancólico que tava bem sozinha. E eu disse numa felicidade pura e muito sincera: “Eu com vocês me divirto como nunca e sou feliz como ninguém”. Então esse texto é na verdade uma homenagem aos meus amores mais sinceros que eu já tive um dia. Queria agradecer pelas fases mais hilárias, das histórias mais inesquecíveis que eu já vivi. Das dancinhas, das músicas, das horas gastas viajando na maionese imaginando o “Didico” correndo de maiô dourado na são Francisco. Imaginando o pimpão sendo nosso mordomo. Lembrar da fazendinha. Quantas histórias. Quantos sorrisos... Lágrimas? Não lembro de nenhuma causada por nenhuma de vocês, mas lembro das que causaram em nós e que nos reunimos pra tentar esquecer e abafar o que o mundo fazia conosco. Lembro do Rio e de todo o seu chiado, de grau no degrau e de ter bebido um vôo de helicóptero. Falar árabe? A gente fala e traduz. Entrar em show de graça debaixo de chuva? A gente entra, e prova o primeiro grau da vida e ouve as cantadas que deram origem a uma época. Dicas de como fazer um espetinho render mais? Eu tenho a amiga certa pra isso. Ah minhas amigas. Minhas queridas irmãs. Vocês são o tipo de pessoa que – definitivamente, não passam despercebidas. Se você ouve falar, cria uma curiosidade inexplicável; os comentários sempre vêm munidos de frases exclusivas e situações únicas. Se vê, tem vontade de se aproximar e conhecer. Se já conhece, sustenta secretamente a certeza de nunca mais sair de perto. E a convivência só comprova isso. Na pista de dança, nas conversas, viagens, nas caipirinhas, em tudo! A expectativa que existe já é acima da média, fora da curva, além dos padrões. E tem sempre mais uma pra aumentar as historias e fazer dos nossos dias, dias inesquecíveis. Quando a gente é feliz, a gente quer mostrar pro mundo, que ele pode continuar sendo mal que nós continuaremos sentindo coisas bonitas por ele. E começamos a sorrir porque não tem nada mais engraçado do que o nosso destrambelhamento. Homens, amores, falsos amores, eles estão aos montes por aí. Infestando festas, bares, casas de amigos, redes sociais. Mas boas amigas? Essas não encontramos com facilidade... Meus amores são minhas amigas. Verdadeiras amigas. Que fazem de mim a mulher mais feliz do mundo. Que me enchem de saudade. Que trazem sorrisos pro meu rosto, histórias pros meus dias e muita felicidade pra minha vida. Eu tenho muita sorte de ter cada uma de vocês na minha vida. Quero agradecer por vocês serem exatamente quem são e por permitirem que eu seja quem eu sou. Amo vocês! #Bonde
02 junho, 2011
O amor, o tio Dino e Eu
17 maio, 2011
Sinto muito
Odeio gente suada encostando em mim. Odeio que meninas feias se achem bonitas. Odeio gente fubazenta e piriguete que se acha gostosa. Eu odeio esse termo: “gostosa”. Odeio cantadas sem graça de rapazes sem noção. Odeio quem tira foto olhando pro espelho empinando a bunda pra publicar em redes sociais. Odeio quem fica atualizando o perfil de Orkut todo dia, aliás, eu odeio o Orkut. Odeio quem é efusivo demais, que fala alto, que abraça todo mundo, que é “feliz” demais. Odeio quem chora por tudo e quem não chora por nada. Odeio comer comida fria, comer sozinha e odeio quem fala de boca cheia. Odeio que as coisas não sejam como eu quero, porque o que eu quero é simples. Odeio quando eu tento me enganar, como isso, por exemplo, eu acho que eu quero o simples, mas eu sei que não é. Odeio mau hálito. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso, ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. Odeio espinhas, cravos, gente que brilha pela sebosidade da vida. Odeio cabelo sujo e caspa . Odeio mulher que se faz de santa, que pra família é um anjo de candura, mas que é ardilosa, promíscua, apelativa e traidora. Odeio mulher que não se valoriza, que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Odeio gente falsa, fofoqueira, maldosa. Odeio mentira, hipocrisia, fingimento. Odeio quem sente uma coisa e diz outra. Odeio quem não pede desculpa, que não se arrepende, que não se importa com o sentimento alheio. Odeio quem fala babando, cuspindo. Odeio quem tem tick nervoso, que se coça o tempo todo. Odeio gente carente, puxa saco. Odeio homem inseguro. Odeio ignorância e mais do que tudo na vida, odeio gente burra. Odeio quem odeia cachorro e odeio quem não odeia gato. Odeio a expressão “fia”. Odeio meninas caçadoras de homens ricos, mas odeio sair com um cara quebrado. Odeio choro de criança dentro da igreja. Odeio telefones tocando dentro do cinema. Odeio engordar e odeio malhar. Odeio acordar cedo e odeio dormir tarde. Odeio quando me deixam esperando resposta. Odeio os jogos da vida, as incertezas e a falta do amor. Odeio adolescentes que odeiam o mundo, e que descontam em quem não tem nada a ver toda a fúria que sentem por estarem crescendo. Mas a coisa que eu mais odeio é sentir muito.
09 maio, 2011
A gente pode dar certo
Este post é dedicado ao bonde, que ta sempre comigo e na maioria das vezes acaba passando pelas mesmas coisas que eu (se você não sabe quem é o bonde, eu te digo agora: É um grupo maravilhoso composto pelas melhores amigas que eu pude imaginar ter um dia). Quando eu era novinha lá pelos meus 14 anos de idade eu tinha muitos sonhos. Eu sonhava que no ano 2000, teríamos carros iguais ao dos Jetsons, e tinha um pouco de medo porque todo mundo dizia que o mundo acabaria e eu queria muito chegar aos meus 25 anos de idade, porque eu seria uma empresária de sucesso, só usaria saias sociais, camisa e salto alto, freqüentaria a academia todo dia pela manhã e estaria casada e com um casalzinho de filhos que brincariam no quintal de casa enquanto eu e meu marido tomávamos um vinho sentados conversando sobre nosso dia. AOS 25! Além de ter minha casa grande e bastante moderna, eu teria ganhado na Sena (não existia a Mega), viajado bastante, comprando imãs de geladeira por todos os países que eu tivesse conhecido. Acho que de tudo o que pensei na vida, o “viajar muito”, a saia social e o salto alto, são as únicas opções que se encaixam nessa história toda. Talvez, na época de nossas mães, os planos até aconteceriam. Queimaram até sutiãs para isso! Mas a realidade é, de fato, bem diferente. Existe um choque de realidade quando a gente passa dos 25. Vou falar uma coisa óbvia: o mundo não é igual ao que a gente imaginava quando tinha 14 anos de idade. Hoje estou nos meus 26 anos (e ainda não acredito nisso), já fiz três faculdades porque queria achar uma coisa que eu fosse tão apaixonada que me dedicaria de corpo e alma. Hoje, eu sei bem que o Marketing me encanta e me fascina, porque muda todo dia. Sou uma profissional em formação, viajei “boa parte do Brasil”, morei fora do país durante três anos, conheci e me apaixonei por Portugal (mesmo com todos os seus defeitos), já tive “n” dissabores com o amor, mas sempre acreditei que ele seria o cara do casamento e dos filhos, torço pra dois times e acho isso normal, ainda moro com minha avó, não tenho filhos, tenho uma cadelinha linda, não tenho namorado – ainda, e infelizmente não ganhei a bolada milionária da Mega Sena. (Triste, mas é verdade). Mas ontem, durante uma pregação no culto, o pastor falou muito sobre projetos, metas e sonhos. Entrei numa bad trip que há muito tempo não entrava. Minhas amigas ligaram preocupadas, mas nada como uma fluoxetina pra relaxar. Cadê os meus projetos? As minhas metas? Os meus sonhos? Cara, a gente vai vivendo, deixando os dias atropelarem nossos planos. Pára o mundo! Vamos organizar as coisas que viver assim não dá. Terminei o colegial com 17 anos, fiz minha primeira viagem internacional aos 21, morei sozinha aos 23, minha mãe mora longe de mim desde os 17. Nada era do jeito que eu pensava aos 14 anos. Rolam imposições da sociedade, da família, dos amigos em relação a certos assuntos, rola uma cobrança pessoal pela realização dos nossos sonhos que por um momento nos fazem sentir uns verdadeiros pedaços de merda. Esquece… Então, o que eu pude ver com essa analise toda é que. 1- eu tenho um Deus maravilhoso que cuida de mim em todo o tempo. 2-eu tenho a sorte de ter as melhores amigas do mundo, elas tornam tudo mais fácil. 3- eu sei que a gente pode dar certo, as coisas nunca serão como nós sonhamos, mas acreditar que os sonhos podem se tornar realidade é um passo fundamental pra ser feliz. 4- ir à luta com determinação e lutar muito pra fazer com que a minha vida seja linda (porque eu acredito nisso) é a chave pro meu sucesso “a vitória cabe ao que mais persevera". 5 e último. Vamos viver de verdade, e viver um sonho verdadeiro.
30 abril, 2011
Melhor viver, meu bem
No começo a gente começa simples, sem apelidos, mas é só até o tempo passar pra gente ir construindo uma linguagem muito própria. Coisinhas que vamos fazendo com a outra pessoa, criando um dicionário muito único, muito nosso. São códigos que se decifram em beijos e sorrisos. Olhares que se completam, expressões que gritam em meio ao silêncio. Silêncio que com o tempo a gente descobre falar claro. Fragilidade que é demonstrada com orgulho, intenção que se revela num piscar de olhos, numa jogada de cabelo, numa virada de pescoço. São mãos dadas que se soltam e de novo se agarram e dão a sensação de segurança perante a platéia que se aproxima curiosa e intrigada. Mas pra quem faz o movimento e deixa a palma da mão aberta pra logo fechar, sente o corpo ser tocado e sente ele todo se aquecer. E há os beijos. Nessa parte da até pra catalogar. Tem o cartão de crédito, a respiração, o chip, o pior beijo do mundo, há o beijo molhado, o seco. E pra cada beijo uma história, uma risada, uma intenção. São prévias precisas da noite que vem, e quando a gente beija, a gente diz muita coisa. Até que a gente beija de verdade, e a conversa cessa, a palavra se cala. Mas chega a tranquilidade de poder sentir sem pressa e sem cobrança o que a gente sente. Coisas tão nossas que, num tempo em que cada vez menos sente de verdade, a gente acaba achando que tem sorte. As palavras trabalham a nosso favor, e a voz rouca em acordes felizes faz o humor ir se transformando num querer bem. “Mas a verdade”, é que a gente pode fazer o que for: dar o melhor beijo, inventar o melhor código pra dizer que sentiu saudade, pra dizer que sentiu ciúme, a melhor estratégia, o plano infalível pra passar os dias dançando quando a chuva vier. Nada disso garante nada, porque tudo isso logo passa. Talvez porque existam dicionários que a gente nunca quis perder. A linguagem perfeita que a gente sempre sonhou ter, e outros que queremos descobrir. E pra falar a verdade de novo, nossas enciclopédias vão sendo escritas em meio a dias cinzentos, outros ensolarados, e às vezes vamos descobrindo que entre um código e outro, entre um beijo e o riso, a magia de ter encontrado a simetria perfeita, e mãos espalmadas como quem diz: “eu to aqui pra você”, não passa de uma estrada incerta. A gente não tem certeza de nada. Não se trata de agradar ou ser agradado todas às vezes, não se trata de fazer todas as vontades, de ter o melhor dicionário, mas trata-se de poder ser quem você é, e ver a pessoa gostar de você justamente por isso. O que importa é que no fim a gente resolve tudo, felicidade é só questão de ser. A gente acaba sabendo que em algum lugar dessa estrada o sol brilha e você se liberta, mesmo que pra isso a gente tenha que se perder de verdade, afinal, toda estrada tem um fim.



