“Não é muita coincidência que o amor da sua vida, apareça justo na sua vida”? E eu completaria a frase do filme “A dona da história”, com um: - “Em plena segunda feira”? Foi ontem, mais precisamente às 21h e 30 min de uma segunda feira que tinha amanhecido diferente. Meu coração batia descompassado, em outro ritmo. Quando ele apareceu, eu já sabia que aquilo aconteceria. Era um fato que precisava ser consumado. Era como se no meu íntimo eu estivesse esperando por esse encontro desde 1984, e ele tinha finalmente chegado. Me arrebatou, me fez sorrir, dançar e cantar. Me tocou. Ele tinha feito o passado se tornar presente. Por tanto tempo eu desejei estar no passado. Queria ter estado lá, desde o início. Queria ter respirado o mesmo ar, ter vivido no mesmo passo e compasso. Mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu o encontraria. E nada mais comovente nessa historia toda, foi vê-lo e ouvi-lo cantando pra mim. Afinal, aquele era o nosso primeiro encontro. Vestindo uma camisa branca com o cabelo ao vento e o sorriso estampado no rosto, ele me fez chorar. Eu estaria perdida pro resto da minha vida. Amaria esse homem, essa historia pra sempre. No dia 06 de maio de 2013 o passado e o presente se uniram pra ouvir Sir Paul McCartney encantar milhares de fãs. Eu vi um menino de 70 anos correr, pular, tocar, cantar, brincar e, sobretudo, me fazer amar. Eu vi o tempo parar, e nesse instante eu tive a certeza: - "Paul meu querido, pra sempre irei te amar" (rimou né? Hahaha).
07 maio, 2013
01 maio, 2013
A bailarina
Às vezes eu fico olhando os
blogs/sites/instagrans/faces desse povo que parece não ter conta, nem trabalho,
nem compromisso, nem TPM, nem espinha, nem cravo, nem poros abertos, que não se
deprime... E eu vou ficando tão impressionada com tudo. É tanta roupa, é tanta jóia,
tanto sapato, tanto salão, tanta dieta, tanto corpo sarado, gente magra que
come de tudo e que parece nunca engordar.
Como diria a música do Chico Buarque “Procurando bem todo mundo tem
pereba, marca de bexiga ou vacina... Só a bailarina que não tem.” Traduzindo
pros tempos modernos, seria a bailarina pela blogueira de moda que vende uma
vida perfeita pra nós pobres mortais. Tudo ali é lindo, loiro, a família é
unida e sem problemas. Durante o dia, entre um relatório e outro, entre uma
ligação e um pedido do chefe eu fico fazendo um monte de planos. Corto meus
doces e carboidratos, aprendo a lavar meu cabelo (porque não pode esfregar os
fios hahahaha), planejo ir pra academia, me imagino magra, penso em usar o
cartão de crédito e fazer umas compritchas básicas. Mas quando o dia acaba eu
to tão cansada, tão exausta que o pão com manteiga na mesa com um golinho de
café parece um manjar dos deuses, o sofá parece uma cama de rainha e a minha
cama parece um algodão doce de tão macia. Eu parei pra analisar as minhas
coisas e lá também tava cheia de melhores momentos! A minha vida até parece
glamorosa, né? Seria eu a blogueira casual, comentarista do mundo em uma versão
revoltada? E eu, depois de uma semana inteirinha de luto interno, mesmo tendo saído
com as amigas, ido a shows e me divertido, não tirei uma única foto. Pensei:
“Pra quê”, O que as pessoas vão pensar? Que a minha vida é maravilhosa enquanto
elas e eu estamos fodidas?”. Elas não saberiam que na mesma noite eu quis
chorar de saudade, que estourou um ponto da minha cirurgia, e que no dia
seguinte acordei com o peito apertado. Vender perfeição é fácil. E qualquer um
de nós pode fazer isso se quiser. Para que eu me juntaria a essa multidão que
vende festas, roupas bacanas e sorrisos? É só lembrar do Renato Russo dizendo: “Mentir
pra si mesmo é sempre a pior mentira.” As pessoas querem no fundo enganar elas
mesmas... tem uma frase bacana do Barão de Montesquieu: “ Se quiséssemos ser
apenas felizes, isso não seria difícil. Mas como queremos ficar mais felizes do
que os outros, é difícil, porque achamos os outros mais felizes do que
realmente são”. Isso vale pra mim, pra minha vida, pra minha realidade. Vamos
ser felizes com que a gente tem, pode parecer pouco, mas no fundo a gente sabe
que não é! Mais um dia vai começar. Eu vou estar lá de novo nos
blogs/sites/instagrans/faces desse povo que não vive nessa terra. “Medo de
subir, gente, medo de cair, gente, medo de vertigem quem não tem?” Todo mundo
tem, e fica a dica: se você vir uma foto e achar que a minha vida é
maravilhosa, não, ela não é. Eu estou rindo, mas talvez esteja meio nervosa. Não
sou a bailarina do Chico Buarque e nem a blogueira da moda, sou só eu, humana.
Fazer o quê?
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