Odeio gente suada encostando em mim. Odeio que meninas feias se achem bonitas. Odeio gente fubazenta e piriguete que se acha gostosa. Eu odeio esse termo: “gostosa”. Odeio cantadas sem graça de rapazes sem noção. Odeio quem tira foto olhando pro espelho empinando a bunda pra publicar em redes sociais. Odeio quem fica atualizando o perfil de Orkut todo dia, aliás, eu odeio o Orkut. Odeio quem é efusivo demais, que fala alto, que abraça todo mundo, que é “feliz” demais. Odeio quem chora por tudo e quem não chora por nada. Odeio comer comida fria, comer sozinha e odeio quem fala de boca cheia. Odeio que as coisas não sejam como eu quero, porque o que eu quero é simples. Odeio quando eu tento me enganar, como isso, por exemplo, eu acho que eu quero o simples, mas eu sei que não é. Odeio mau hálito. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso, ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. Odeio espinhas, cravos, gente que brilha pela sebosidade da vida. Odeio cabelo sujo e caspa . Odeio mulher que se faz de santa, que pra família é um anjo de candura, mas que é ardilosa, promíscua, apelativa e traidora. Odeio mulher que não se valoriza, que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Odeio gente falsa, fofoqueira, maldosa. Odeio mentira, hipocrisia, fingimento. Odeio quem sente uma coisa e diz outra. Odeio quem não pede desculpa, que não se arrepende, que não se importa com o sentimento alheio. Odeio quem fala babando, cuspindo. Odeio quem tem tick nervoso, que se coça o tempo todo. Odeio gente carente, puxa saco. Odeio homem inseguro. Odeio ignorância e mais do que tudo na vida, odeio gente burra. Odeio quem odeia cachorro e odeio quem não odeia gato. Odeio a expressão “fia”. Odeio meninas caçadoras de homens ricos, mas odeio sair com um cara quebrado. Odeio choro de criança dentro da igreja. Odeio telefones tocando dentro do cinema. Odeio engordar e odeio malhar. Odeio acordar cedo e odeio dormir tarde. Odeio quando me deixam esperando resposta. Odeio os jogos da vida, as incertezas e a falta do amor. Odeio adolescentes que odeiam o mundo, e que descontam em quem não tem nada a ver toda a fúria que sentem por estarem crescendo. Mas a coisa que eu mais odeio é sentir muito.
17 maio, 2011
Sinto muito
09 maio, 2011
A gente pode dar certo
Este post é dedicado ao bonde, que ta sempre comigo e na maioria das vezes acaba passando pelas mesmas coisas que eu (se você não sabe quem é o bonde, eu te digo agora: É um grupo maravilhoso composto pelas melhores amigas que eu pude imaginar ter um dia). Quando eu era novinha lá pelos meus 14 anos de idade eu tinha muitos sonhos. Eu sonhava que no ano 2000, teríamos carros iguais ao dos Jetsons, e tinha um pouco de medo porque todo mundo dizia que o mundo acabaria e eu queria muito chegar aos meus 25 anos de idade, porque eu seria uma empresária de sucesso, só usaria saias sociais, camisa e salto alto, freqüentaria a academia todo dia pela manhã e estaria casada e com um casalzinho de filhos que brincariam no quintal de casa enquanto eu e meu marido tomávamos um vinho sentados conversando sobre nosso dia. AOS 25! Além de ter minha casa grande e bastante moderna, eu teria ganhado na Sena (não existia a Mega), viajado bastante, comprando imãs de geladeira por todos os países que eu tivesse conhecido. Acho que de tudo o que pensei na vida, o “viajar muito”, a saia social e o salto alto, são as únicas opções que se encaixam nessa história toda. Talvez, na época de nossas mães, os planos até aconteceriam. Queimaram até sutiãs para isso! Mas a realidade é, de fato, bem diferente. Existe um choque de realidade quando a gente passa dos 25. Vou falar uma coisa óbvia: o mundo não é igual ao que a gente imaginava quando tinha 14 anos de idade. Hoje estou nos meus 26 anos (e ainda não acredito nisso), já fiz três faculdades porque queria achar uma coisa que eu fosse tão apaixonada que me dedicaria de corpo e alma. Hoje, eu sei bem que o Marketing me encanta e me fascina, porque muda todo dia. Sou uma profissional em formação, viajei “boa parte do Brasil”, morei fora do país durante três anos, conheci e me apaixonei por Portugal (mesmo com todos os seus defeitos), já tive “n” dissabores com o amor, mas sempre acreditei que ele seria o cara do casamento e dos filhos, torço pra dois times e acho isso normal, ainda moro com minha avó, não tenho filhos, tenho uma cadelinha linda, não tenho namorado – ainda, e infelizmente não ganhei a bolada milionária da Mega Sena. (Triste, mas é verdade). Mas ontem, durante uma pregação no culto, o pastor falou muito sobre projetos, metas e sonhos. Entrei numa bad trip que há muito tempo não entrava. Minhas amigas ligaram preocupadas, mas nada como uma fluoxetina pra relaxar. Cadê os meus projetos? As minhas metas? Os meus sonhos? Cara, a gente vai vivendo, deixando os dias atropelarem nossos planos. Pára o mundo! Vamos organizar as coisas que viver assim não dá. Terminei o colegial com 17 anos, fiz minha primeira viagem internacional aos 21, morei sozinha aos 23, minha mãe mora longe de mim desde os 17. Nada era do jeito que eu pensava aos 14 anos. Rolam imposições da sociedade, da família, dos amigos em relação a certos assuntos, rola uma cobrança pessoal pela realização dos nossos sonhos que por um momento nos fazem sentir uns verdadeiros pedaços de merda. Esquece… Então, o que eu pude ver com essa analise toda é que. 1- eu tenho um Deus maravilhoso que cuida de mim em todo o tempo. 2-eu tenho a sorte de ter as melhores amigas do mundo, elas tornam tudo mais fácil. 3- eu sei que a gente pode dar certo, as coisas nunca serão como nós sonhamos, mas acreditar que os sonhos podem se tornar realidade é um passo fundamental pra ser feliz. 4- ir à luta com determinação e lutar muito pra fazer com que a minha vida seja linda (porque eu acredito nisso) é a chave pro meu sucesso “a vitória cabe ao que mais persevera". 5 e último. Vamos viver de verdade, e viver um sonho verdadeiro.


