30 abril, 2011

Melhor viver, meu bem

No começo a gente começa simples, sem apelidos, mas é só até o tempo passar pra gente ir construindo uma linguagem muito própria. Coisinhas que vamos fazendo com a outra pessoa, criando um dicionário muito único, muito nosso. São códigos que se decifram em beijos e sorrisos. Olhares que se completam, expressões que gritam em meio ao silêncio. Silêncio que com o tempo a gente descobre falar claro. Fragilidade que é demonstrada com orgulho, intenção que se revela num piscar de olhos, numa jogada de cabelo, numa virada de pescoço. São mãos dadas que se soltam e de novo se agarram e dão a sensação de segurança perante a platéia que se aproxima curiosa e intrigada. Mas pra quem faz o movimento e deixa a palma da mão aberta pra logo fechar, sente o corpo ser tocado e sente ele todo se aquecer. E há os beijos. Nessa parte da até pra catalogar. Tem o cartão de crédito, a respiração, o chip, o pior beijo do mundo, há o beijo molhado, o seco. E pra cada beijo uma história, uma risada, uma intenção. São prévias precisas da noite que vem, e quando a gente beija, a gente diz muita coisa. Até que a gente beija de verdade, e a conversa cessa, a palavra se cala. Mas chega a tranquilidade de poder sentir sem pressa e sem cobrança o que a gente sente. Coisas tão nossas que, num tempo em que cada vez menos sente de verdade, a gente acaba achando que tem sorte. As palavras trabalham a nosso favor, e a voz rouca em acordes felizes faz o humor ir se transformando num querer bem. “Mas a verdade”, é que a gente pode fazer o que for: dar o melhor beijo, inventar o melhor código pra dizer que sentiu saudade, pra dizer que sentiu ciúme, a melhor estratégia, o plano infalível pra passar os dias dançando quando a chuva vier. Nada disso garante nada, porque tudo isso logo passa. Talvez porque existam dicionários que a gente nunca quis perder. A linguagem perfeita que a gente sempre sonhou ter, e outros que queremos descobrir. E pra falar a verdade de novo, nossas enciclopédias vão sendo escritas em meio a dias cinzentos, outros ensolarados, e às vezes vamos descobrindo que entre um código e outro, entre um beijo e o riso, a magia de ter encontrado a simetria perfeita, e mãos espalmadas como quem diz: “eu to aqui pra você”, não passa de uma estrada incerta. A gente não tem certeza de nada. Não se trata de agradar ou ser agradado todas às vezes, não se trata de fazer todas as vontades, de ter o melhor dicionário, mas trata-se de poder ser quem você é, e ver a pessoa gostar de você justamente por isso. O que importa é que no fim a gente resolve tudo, felicidade é só questão de ser. A gente acaba sabendo que em algum lugar dessa estrada o sol brilha e você se liberta, mesmo que pra isso a gente tenha que se perder de verdade, afinal, toda estrada tem um fim.

Não desmarque um encontro JAMAIS

"Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. Durante muito tempo, fiquei achando que eu era uma estressada maluca que não sabia lidar com isso, mas conversando com diversas pessoas, cheguei à conclusão de que esse estresse é um denominador comum a quase todas as mulheres, ainda que em graus diferentes (ou será que sou eu que só ando com gente estressada?). O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Pronto, acabou seu último minuto de paz. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'. Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também pára de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Primeira coisa: fazer mãos e pés.. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão e pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça. E nessa se vai mais uma hora do seu dia. Dependendo do grau de importância que se dá ao Zé Ruela em questão, pode ser que a mulher queira comprar uma roupa especial para sair com ele. Mais horas do seu dia. Ou ainda uma lingerie especial, dependendo da ocasião. Pronto, mais horas do dia. Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, buço, virilha, sobrancelha, etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem. Parabéns, você conseguiu montar o alicerce básico para sair com alguém. Pode ir para a cama e tentar dormir, se conseguir. Ah, sim, você vai dormir COM FOME. É hoje seu grande dia. Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê).. Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem. E não adianta pedir indicação de roupa para eles, os malditos não dão sequer uma pista! Claro, para eles é muito simples, as 'Madames' só precisam tomar uma chuveirada, vestir uma Camisa Pólo e uma calça e estão prontos, seja para o show de rock, seja para um fondue. Nesse pequeno cérebro do tamanho de um caroço de uva só existem três graduações de roupa: Bermuda + Chinelo, Jeans + Pólo, Calça Social + Camisa Social. Quando você pergunta se tem que ir arrumada é quase certo que 'Madame' abra a boca e diga 'sei lá, normal, roupa normal'. Eles não sabem que isso não ajuda em nada. Escolhida a roupa, com a resignação de que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Para mim é uma coisa simples: shampoo + sabonete. Mas para muitas não é. Óleos, sabonetes aromáticos, esfoliação (horrível que seja com 's', né? deveria ser com 'x'), etc. E o cabelo? Bom, por sorte meu cabelo é bonzinho, não faz a menor diferença se eu lavar com um shampoo caro ou se lavar com Omo, fica a mesma coisa. Mas tem gente que tem que fazer uma lavagem especial, com cremes e etc. E depois ainda vem a chapinha, prancha e/ou secador. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Melhor nem contar tudo que eu faço em matéria de maquiagem, se não vocês vão me achar maluca, digo, mais maluca. Como dizia Napoleão Bonaparte, 'Mulheres tem duas grandes armas: lágrimas e maquiagem'. Considerando que não faço uso das primeiras, me permito abusar da segunda. Se você for uma pessoa normal, não perde nem vinte minutos passando maquiagem. Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiarela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas. Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da ligerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir. Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito, mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai querer dançar. Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro! Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica. Enfim, eu sei que existem problemas mais sérios na vida, e o texto é em tom de brincadeira. Só quero que os homens saibam que é um momento tenso para nós e que ralamos bastante para que tudo dê certo. O ar de tranquilidade que passamos é pura cena. Sejam delicados e compareçam aos encontros que marcarem, ok? E se possível, marquem com antecedência, para a gente ter tempo de fazer nosso ritual preparatório com calma... Apesar do texto enorme, quero deixar claro que o que eu coloquei aqui é o mínimo do mínimo. Existem milhões de outras providências que mulheres tomam antes de encontros importantes: clarear pêlos (vulgo 'banho de lua'), fazer drenagem linfática, baby liss... enfim, uma infinidade de nomes que homem não tem a menor idéia do que se trata. Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, ele liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muuuuiiiiiiito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida! Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, MUITO GRAVE! A GENTE SE MOBILIZA DEMAIS POR CAUSA DELES! Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha (que por sinal custou muito caro) atochada no rego para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar. Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri, eu penso: 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira. Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro".

Esse texto não é meu e queria descobrir muito quem o escreveu - MARAVILHOSO

16 abril, 2011

Joelho do cérebro

Por mais que eu tenha meus 26 anos e já tenha vivido coisa pra caramba. Por mais que tenha morado sozinha em outro país e ter tido que me virar pra poder comer, morar, trabalhar. Por mais que eu já tenha saído de relacionamentos seriíssimos. Eu tenho umas bobeiras que ninguém tem, ou que todo mundo tem, mas que só eu assumo na maior naturalidade, como se a bobeira fosse um prêmio ou uma coisa bem bacana de se ter. Eu tenho bobeiras sinistras, como por exemplo, pânico de barriga de grávida. Pois é, eu tenho medo e gastura e agonia. Tenho bobeiras quando alguém faz quebradinho. É assim, se você mexe o nariz de um lado pro outro, ele faz um barulho tipo quebrando. Tenho muito pavor disso. Bobeira maior é querer viver um conto de fadas, eu deixo tudo meio surreal pra parecer tão incrível e tão mágico. E tenho bobeira de não querer chorar por nada, mas se vejo um filme triste quase morro de tanto chorar, e sinto espasmos e acho que vou morrer com o personagem. Agora, bobeira de verdade é achar que todo mundo é bobo. Mas no fundo é uma honra. Porque só quem tem bobeira entende o quão louco o mundo é. Sentir a bobeira por muito tempo não dá, antes eu viva ela nas 24 horas do meu dia. Mas não dava. Tinha muita coisa pra fazer, tinha o menino bonito, a prova, a aula, a família, as amigas, os filmes. Mas no intervalo de qualquer coisa eu voltava pra ela, sempre ela, a bobeira que vivia comigo, que era a minha melhor amiga. E quem me vê até sabe que eu tenho umas bobeiras engraçadas, e logo ta todo mundo rindo, e eu tô rindo. E por dentro, um bichinho vai crescendo e afiando suas garras, sempre na defensiva. Vai que alguém resolve me sacanear? Você precisa viver mais a vida. Eu posso explicar melhor agora que sou adulta. É tipo assim óh: de repente, eu preciso ir embora, entende? Rápido, correndo. Por que o quê? Como assim? Porque eu morro, sei lá. Se ta bom demais me da tanta bobeira e eu quero parar, porque sei lá, vai que eu morro de sofrer depois? E se ta muito legal, eu começo a desconfiar. Mas peraí, por que ta tão bom assim? E, cara, tem alguma coisa errada. E você beija uma pessoa, dai você lambe uma pessoa, e dali uns meses, o quê? Não sei, sumiu. Sumi. E segue-se. Mas aí começou a piorar muito. Tipo todo mundo se divertindo e vivendo muito e eu pensando na minha bobeira. Eu já quis largar essa merda toda, e ser mais simples, porque só os complicados vivem de bobeira. Mas não é fácil. A gente vai indo. Algumas vezes de muletas, algumas vezes mutilados, algumas vezes sem nem poder tocar direito o chão. Mas vamos. E toda vez que penso nisso, eu choro um pouco. Porque eu sempre achei que a bobeira mandasse em mim. Mas hoje, depois de ter deixado a bobeira agir, eu fui lá e falei: "olha, eu quero ser feliz, na boa, eu preciso de ajuda e eu não quero mais ser boba, saca? De verdade". E a Tati me disse que a mente é como a perna. O joelho estraga se você fizer os exercícios errados. E fritar é foder o joelho do cérebro. E se o cérebro é só um joelho, então o quê? Nada. É isso. Um dia, você descobre que se começar a fazer as coisas direitinho a bobeira aos poucos vai ficando tão pequena, e meio que vai sumindo, e você esta salvo. Viver é esse mistério mesmo. Não adianta querer correr mais rápido pra chegar até o fim. O fim vem por ele mesmo. Então é só respirar e deixar que o mistério chegue na boa. É só isso que dá pra fazer. Ela ganha e ponto final. Ela ganha, mas a gente se diverte. Não dá pra entender nada. Mas é isso. A gente beija, se lambe e some. Com calma, você repara. E não é ruim. Com calma, você vai perdendo o medo de viver. E a vida fica mais bonita. É só isso. A vida. Com calma. Só a vida. Uma linda e magnífica bobeira da vontade que grita pra ser feliz.
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