Sou dessas que não pode passar por qualquer crise, por menor que ela seja sem parar uns minutos do meu dia lendo algumas coisas... Coisas da vida, coisas de relacionamento, coisas que me façam pensar numa dimensão além da que eu to vivendo. Você é assim também? Porque eu sou! Me dei conta disso hoje quando parei pra ler um texto que tinha lido e salvado, mas que na época não tinha muito sentido pra mim. Foi só bater as histórias que eu fui lá, ler o bendito texto que me fez estar escrevendo esse aqui. Meu coração sempre esteve na ponta do lápis... Desde pequena. Era o meu jeito de entender o que tava acontecendo. E depois... Eu sempre voltei pra ler as historinhas que tinha contado. Lembro de tanta coisa que me fez chorar e me fez sorrir. To escrevendo isso hoje, por conta desse texto que li. Falava sobre a felicidade... Como se fosse uma receitinha de bolo que a gente vê na Ana Maria Braga... Os ingredientes já estão na sua casa, e vendo ela fazer, parece tão fácil, mais tão fácil que você fica prestando muita atenção em tudo, e mentalmente fica repetindo: Eu vou fazer esse bolo! E quando ela termina o danado tá lá... Lindo de viver! Só que o bolo (felicidade) não é assim. Não adianta chegar alguém dizendo: “A gente tem que lançar a felicidade para além do que se vê, ser capaz de aumentar sua extensão, e ser capaz de mais excessos e apêndices em nome da felicidade que precisa ser ofício”. Não é assim que funciona pra mim, pelo menos. Já sofri tanto, que sofro só de pensar. Foram tantas entregas. Já dei tanto meu coração em busca dessa felicidade. Me doei sem pensar.Me entreguei sem analisar. Quando via tudo contra, via era mais beleza. Porque se meu amor vingasse naquela terra tão árida, ia ter uma baita história pra contar... O resultado sempre foi aquela dor no peito que sufoca. Aquela sensação de impotência. Aquela pergunta que não cala... “Por que eu fiz isso”? E no final eu sempre tentava me convencer... “Essa seria a ultima vez”! E era só a dor passar que eu tava lá com o meu coração purinho, lindo pronto pra entregar de mão beijada pro carinha que me fizesse rir e tivesse a inteligência que eu julgava fundamental pra me fascinar. Mas daí a gente cresce. O coração fica calejado. Cheio de cicatrizes. E a feiura que ele já viu e viveu te fazem ter muita pena dele. Pena mesmo! Ai começa a ser um exercício voltar a confiar. Voltar a querer se entregar. Achar que é possível. Depois de tantos tombos a gente aprende que é preciso usar uma joelheira se você não quiser ter o joelho estourado caso caia. Dá pra amar “radicalmente”... Levando a vida segundo a frase “se faz sentir, faz sentido”. Porque faz mesmo... Mas da também pra analisar o terreno antes de viver amores radicais. Não adianta querer fazer bolo de chocolate se você tem morangos nas mãos. Acho que na vida, ao longo desses anos fui aprendendo que o que tem que ficar - Fica! E que os clichês, por mais bobos que pareçam, fazem todo o sentindo do mundo no final das contas... O tempo continua sendo o melhor remédio! Eu não to aqui pra dar receita de bolo, porque nem bolo de caixinha sei fazer. To aqui pra dizer que a gente se surpreende com a vida, com as pessoas. Que nada é do jeito que a gente acha que é. E que alguma coisa boa esta reservada pra nós no final... Disso eu tenho certeza...
25 junho, 2013
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