Essa nossa intensidade nunca foi compreendida. Na verdade, a gente sempre foi esperta demais pra sacar as diretas e indiretas da vida. Desde o começo a gente soube da maldade do ser humano, mas sempre preferiu acreditar, mais e uma vez, e como troca justa viver uma historia pra que pudéssemos contar, e dar essa chance pro mundo nos amar do tamanho que a gente ama o mundo. Você minha querida e melhor amiga, me ensinou a viver. Você que alivia minha neurose, que surge tão linda e tão engraçada, me dizendo que crescer dói, mas que é preciso sentir essa dor. Você que sempre entende a minha pressa em sentir, em sorrir, em chorar. Você que ouve repetidas vezes tudo o que eu quero falar, pra ver se eu consigo entender o que o mundo faz comigo. Entender essa mistura de sentimentos que sinto todos os dias. Você que chora comigo. Que me admira e que adora as linhas que eu escrevo e sem pudor nenhum digo o que eu sinto, ainda que eu não saiba ao certo o que eu sinto. Você é demais. É com você que eu faço piada da própria dor, porque só quem tem muita cumplicidade é capaz de achar graça na própria desgraça. Minha melhor e mais adorada amiga, sempre do alto de suas boas intenções, equilíbrios e com um amor gigantesco capaz de entender a amiga que se perde e se descabela. Nasci com um troço aqui que ninguém entende, mas você entende, e me tira desse mundo frio e me leva pra um canto quentinho, com chás, bolachas e séries preferidas. É com você que eu chorei fim de amores. Era com você que eu desejava viajar pra lugares bem distantes e viver aventuras inimagináveis. Deu vontade de te abraçar de novo, ainda que rapidinho e dizer aquele “oraaa” tão cheio de amor que eu te digo. Vontade de voltar no tempo e ter ficado mais contigo. Vontade de voltar a ser criança e ouvir de novo todas as historias que você me contava. De deitar na rede e ouvir nessa voz tão doce e tão suave as músicas de Cabral. De tentar falar de trás pra frente, e apesar deu ser assim tão inteligente eu não conseguir acompanhar, ver você sem entender como eu não entendo, é engraçado. Eu sempre disse: eu tenho mais que uma mãe, eu tenho uma amiga. Minha melhor amiga. E eu troco todas, todas elas por você. Saudade dessas que doem e quase não cabem no peito - Minha mãeamiga.
20 maio, 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário